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Estudo em Prudente sugere incluir triagem para detectar leishmaniose em doação de sangue

Com Portal Prudentino

Estudo leva em conta que portador assintomático pode doar sangue sem saber que está com leishmaniose


Ao avaliar a associação de infecção assintomática por leishmaniose e o conhecimento sobre a doença em doadores de sangue de um hemocentro do oeste paulista, estudo sugere incluir triagem sorológica como filtro para detectar a doença. A pesquisa científica foi desenvolvida no Programa de Mestrado em Ciências da Saúde, com a dissertação levada à defesa pública na tarde da última quinta-feira junto ao PRPPG (Programa de Pesquisa e Pós-Graduação), instalado no campus 2 da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), em Presidente Prudente.


O estudo foi conduzido pelo biomédico João Guilherme Araújo Matarazzo, com a orientação de Eliana Peresi Lordelo e coorientação de Thais Batista de Carvalho. O trabalho foi avaliado pela examinadora interna Elaine Negri e a externa, Simoni Baldini Lucheis.


O autor levou em consideração a incidência da doença, que acomete entre 700 mil e 1 milhão de pessoas por ano em 90 países.


Levou em conta ainda que o Brasil representa 93,5% de casos de leishmaniose visceral nas Américas, conforme dados de 2021. Dados que atestam a importância da ciência continuar produzindo conhecimentos para combater a doença que tem 20 espécies de protozoários do gênero Leishmania e 90 espécies de flebomíneos, mosquitos que se alimentam de sangue e são vetores da leishmaniose, que pode ser tegumentar/cutânea (feridas na pele), mucosa cutânea (feridas na boca e nariz) e visceral (mais letal e menos perceptiva).


Portador assintomático

A pouca percepção decorre de sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças, dentre os quais estão perda de peso, cansaço, febre e a anemia, que é a manifestação mais silenciosa de todas. Então, pode ocorrer do portador assintomático ir doar sangue sem saber que está acometido pela doença. E tem uma agravante: mais da metade das pessoas sabem, mas não conhecem a doença.


O estudo apontou que os doadores têm conhecimento limitado da doença, o que aumenta o risco de exposição (transmissão) e de reservatório (portador), daí a necessidade de que as campanhas sejam mais esclarecedoras e de novos estudos para entendimento mais abrangente. A produção da pesquisa teve caráter interinstitucional, com a análise de amostras na universidade em Botucatu (SP), com o apoio de Diego Peres Alonso e Paulo Eduardo Martins Ribolla.

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