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Ex-funcionárias de creche no RS são denunciadas por tortura e omissão

Com G1

Ex-funcionárias de creche são indiciadas por tortura após agressões contra bebês no RS


O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou, nesta segunda-feira (29) ,a proprietária e três ex-funcionárias de uma escola de educação infantil de Caxias do Sul, na Serra do RS. De acordo com o MP, a dona foi acusada de omissão, e as outras mulheres foram denunciadas por tortura contra crianças com idades entre seis meses e três anos.


Em contato com o g1, o advogado Airton Barbosa de Almeida sustentou que "a proprietária da escola não praticou qualquer ação ou omissão criminosa". Ele acrescenta que "caso a denúncia seja recebida pelo magistrado, teremos espaço para a apresentação da defesa e provas".


Uma das ex-funcionárias denunciadas foi presa este mês. Outra é considerada foragida e duas respondem em liberdade. Os nomes das acusadas não foram divulgados pelas autoridades. O processo tramita em segredo de Justiça.


"A denúncia tem como base depoimentos de pais e responsáveis e descreve de forma detalhada os fatos observados em mais de uma centena de vídeos registrados por câmeras de segurança dentro da creche e juntados no inquérito policial", sustenta a promotora de Justiça Adriana Chesani.


O caso veio à tona em novembro de 2023, após um dos pais obter imagens mostrando as crianças sendo agredidas e arrastadas. Em dezembro, as quatro mulheres foram indiciadas pela Polícia Civil.


A escola infantil encerrou as atividades e as funcionárias foram demitidas. Os alunos foram transferidos para outros locais.


"A forma como essas crianças foram tratadas é inadmissível e capaz de causar sérios prejuízos psicológicos nas pequenas vítimas em razão dos traumas sofridos. O MPRS trabalhará de forma incessante para que as responsáveis sejam punidas", garante a promotora.


A Promotoria pediu, ainda, que sejam fixados valores de indenização pelos danos morais causados às vítimas.

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