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Gentileza gera gentileza



No dicionário, gentileza é classificada como substantivo feminino, que significa qualidade ou caráter de gentil, ação nobre, distinta ou amável. São amabilidades, delicadezas praticadas por algumas pessoas. Quem pratica a gentileza exerce atenção, cuidados, que tornam os relacionamentos mais humanos, mais suaves. A pessoa gentil é cuidadosa, distinta e delicada.


Certamente você já deve ter ouvido o ditado “gentileza gera gentileza”. Essa frase foi criada por José Datrino, o Profeta Gentileza, conhecido por carregar, pelas ruas do Rio de Janeiro, um estandarte onde essa expressão e outras estavam manuscritas; era extremamente gentil com todos e propalava que ser gentil nos faz muito bem.


O Profeta Gentileza recebeu este apelido depois de consolar familiares das vítimas de um incêndio, nos anos 1960, no Rio.


É comum encontrarmos nos facebooks ou instagrans mensagens que se assemelham a auto-ajuda ou recadinhos piegas sobre gentileza, mas quando nos deparamos com pessoas gentis, percebemos como ser alvo de uma gentileza ou praticante de gentilezas, realmente nos faz muito bem, nos enche de alegria e nos aquece o coração.


Como ser gentil? Poderíamos tentar ser empáticos, pacientes, reconhecer as qualidades dos outros, pedir desculpas, demonstrar interesse, ser justo, ser generoso, saber ouvir, ceder assento a pessoas idosas ou com deficiência, agradecer sempre por qualquer favor, cumprimentar as pessoas, pedir licença nos momentos pertinentes, dirigir cuidadosamente respeitando os pedestres e elogiar sempre que possível as pessoas com quem convive. Ser gentil, verdadeiramente, pressupõe sinceridade, simplicidade, grandeza de alma, caso contrário, não valerá a pena e não cumprirá seu propósito: melhorar o convívio entre as pessoas.


Se olharmos em nosso entorno ou para um raio maior de ação, constatamos que há muito o mundo e as relações humanas estão impregnados de mau caratismo, competitividade exacerbada, descaso e desfaçatez, agressividade, inveja, grosseria. Qualquer pessoa sabe que o mundo precisa mudar, qualquer pessoa percebe que os indivíduos estão agindo de forma cruel, insensíveis às dores alheias, sentindo-se até felizes quando percebem que feriram alguém; não é difícil testemunharmos exemplos dessas “anomalias”. Mas, como já dizia Mahatma Ghandi: “seja a mudança que você quer ver no mundo”.


Com a pandemia, ficaram mais evidentes as dores e as fragilidades humanas e a certeza de que todos somos vulneráveis, de que nossa finitude nunca nos pareceu tão inevitável. Ser gentil, simpático e solícito com os demais é cada vez mais importante e necessário. Uma palavra gentil ou um gesto de gentileza podem mudar o dia de alguém.


Conheço uma atendente de farmácia (Hicari – PP) que ilumina a vida de qualquer pessoa que adentra seu local de trabalho. Delicada, entusiasmada, sempre sorridente, educadíssima e carinhosa. Recebe as pessoas com tanta amabilidade que provoca ternos sorrisos em todos que são por ela atendidos. Seu acolhimento é tão sincero que nos sentimos acarinhados e valorizados. É certeza: sorrimos ao entrar e ao deixamos a farmácia. Aprendi a admirá-la pela sua gentileza. Considero-a uma amiga iluminada!


O Dia Mundial da Gentileza é comemorado em 13 de novembro; surgiu em 2000 com a intenção de inspirar pessoas a criar um mundo melhor; em 2020, pressionados pelas questões da pandemia de Covid 19, um grupo de artistas brasileiros, liderados por Glauber Gentil, em programa da apresentadora Angélica, fizeram o “Manifesto do Ser Gentil”. O poeta Bráulio


Bessa, integrante do grupo diz que “Ser gentil é ser semente que faz o bem florescer”. O objetivo é estimular as pessoas a colocarem em prática atitudes gentis. A pandemia potencializou a necessidade de propagar otimismo, boas ações, tolerância e empatia nas rotinas das pessoas. E não é difícil; basta provocar nos outros o sorriso e a alegria que sentimos ao sermos bem tratados! E a convivência, então, será mais harmoniosa!


Desculpem-me pela ousadia: Dona Hélia Assad, a senhora é meu modelo de gentileza. Admiro-a pela amabilidade no trato com as pessoas!

(*) Aldora Maia Veríssimo – Presidente da AVL

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