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GO: Polícia resgata 50 vítimas de cárcere e tortura em clínica clandestina

Atualizado: 31 de ago. de 2023

UOL

Vítimas resgatas em clínica clandestina em Goiás eram homens, com idades entre 14 e 96 anosImagem: Divulgação/Polícia Civil


A Polícia Civil resgatou 50 pessoas que eram mantidas em cárcere privado e torturadas em uma clínica clandestina em Goiás.


O que aconteceu:

As vítimas eram homens, com idades entre 14 e 96 anos. A clínica ficava na zona rural de Anápolis (GO).


Entre os resgatados há pacientes com deficiência intelectual, cadeirantes e alguns dependentes químicos. Segundo a investigação, eles foram levados de forma ilegal e involuntária ao local.


As vítimas eram trancadas, em ambiente insalubre, com alimentação precária, sem medicação ou acompanhamento médico e psicológico, conforme explicou a polícia.


Muitas vítimas tinham lesões graves, desnutrição e confusão mental compatível com sedação no momento do resgate.


Para permanecer na clínica, era cobrado no mínimo um salário mínimo por mês de cada paciente. A polícia não explicou, porém, quem pagava o valor, se eram familiares dos internos ou eles mesmos.


Donos e funcionários são presos

Seis pessoas foram presas em flagrante, incluindo o casal proprietário da clínica e quatro funcionários, que agrediam fisicamente as vítimas para tentar contê-las. Todos responderão por tortura e cárcere privado qualificado.


Um dos envolvidos conseguiu fugir e é procurado pela polícia; os outros cinco foram enviados para o sistema penitenciário.


As vítimas foram acolhidas pelos serviços de saúde mental e assistência social da Prefeitura de Anápolis. Alguns dos resgatados precisaram de hospitalização e foram conduzidos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).


O grupo que não precisou ser hospitalizado foi conduzido para o estádio de Anápolis, onde recebeu alimentação, higiene e primeiros socorros. As vítimas foram identificadas e iniciou-se uma investigação para localizar os familiares.


O nome da clínica e dos presos não foram divulgados pela polícia. Por isso, não foi possível entrar em contato com os envolvidos para esclarecimentos e posicionamento.

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