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Golpe do falso emprego: conheça 10 cuidados ao buscar uma vaga

Especialistas orientam como os candidatos podem se proteger de armadilhas


Golpes online têm atingido os profissionais que almejam uma colocação no mercado de trabalho. Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Diante da necessidade de ingressar no mercado de trabalho, é natural que os candidatos busquem na internet ou nas redes sociais anúncios de vagas de emprego. Embora existam canais tradicionais de promulgação de vagas, como Infojobs, Indeed, Catho, Linkedin e Gupy, muitas pessoas acabam caindo em armadilhas de anúncios falsos.


Uma jovem, identificada como Lívia Ramos de Souza, de 19 anos, foi presa recentemente por engano enquanto participava de um processo seletivo para uma vaga de emprego na empresa Icon Investimentos, localizada no Rio de Janeiro. Lívia foi presa no último dia 5 com outras 17 pessoas, durante uma operação da Polícia Civil contra um esquema de golpes de consórcio.


Familiares da vítima relatam que a jovem chegou na empresa para fazer uma entrevista e já foi sendo encaminhada pelos recrutadores para um treinamento, sem qualquer procedimento burocrático. Em apenas 4h no local, Lívia foi presa em flagrante acusada de estelionato e formação de quadrilha. A jovem, que ficou 16 dias na prisão, tinha se candidatado para vaga por meio de um anúncio na internet.


O caso de Lívia acende um alerta para os candidatos que estão em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. Especialistas em Direito do Trabalho e em Recursos Humanos ouvidos pelo Terra orientam como se proteger e evitar cair nos golpes, que normalmente começam nos anúncios na internet e nas redes sociais. Uma das dicas fundamentais é checar a idoneidade das empresas.

“É necessário confirmar se realmente a empresa existe, está ativa e em funcionamento. É normal empresas estarem 'ativas' no Cadastro Nacional, contudo, nas localidades informadas, nada existe e se trata de golpe para obtenção de dados e documentos. Por isso, é necessário pesquisar o nome da empresa e através do Cartão CNPJ, extraído do site da Receita Federal do Brasil, verificar se a empresa de fato existe”, orientou o advogado Sérgio Pelcerman.


Para o executivo de Recursos Humanos, Luiz Vagner Raghi, além desses cuidados, anúncios de vagas que constam como remetentes canais como Instagram, Facebook e outros meios que não estejam vinculados aos sites tradicionais devem ser investigados antes de qualquer fornecimento de dados ou documentos.


"Mesmo que a empresa de recrutamento e seleção apresente um endereço fixo, fone, site e outros meios de comunicação, desconfie, pois pode se tratar de golpe. Geralmente as empresas de recrutamento e seleção que são idôneas são conhecidas e basta você fazer uma pequena pesquisa para obter referências de empresas", disse Raghi.


Segundo os especialistas, é importante ainda realizar pesquisas em sites eletrônicos como o Reclame Aqui para checar denúncias da atividade e golpes. Também é válido consultar o site da empresa, as redes sociais e especialmente o Linkedin por conta da vinculação com empregados, prestadores de serviços e terceirizados.


Cai no golpe. E agora?


A primeira medida a ser tomada pela vítima é registrar um Boletim de Ocorrência, resguardando-se do uso indevido do nome da vítima e de todos os dados. No mesmo ato, é importante realizar um bloqueio de dados junto ao sistema da Junta Comercial, bancos, fornecedoras de cartões de crédito e Serasa, para que não haja utilização de dados da vítima.


“Poderá ainda efetuar denúncias junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e também ao Ministério Público do Trabalho. Estas denúncias podem ser realizadas diretamente no site das instituições informadas”, orientou o advogado Marcos Poliszezuk. O bloqueio imediato pode evitar empréstimos, abertura de contas e gastos em diversos setores por meio da utilização dos dados da vítima.


Abaixo 10 dicas para evitar cair em fraude

  1. Conferir os termos da vaga e os benefícios ofertados;

  2. Confirmar se a empresa está ativa e em funcionamento. Dependendo da situação, é recomendável inclusive se deslocar presencialmente no local para visualizar pessoalmente o ambiente, localidade e forma de atuação;

  3. Consultar SERASA, SCPC, Reclame Aqui e os sítios eletrônicos de pesquisa para buscar eventuais reclamações existentes, mediante o nome da empresa;

  4. Consultar o sítio eletrônico da empresa;

  5. Consultar os sócios registrados após pesquisa do CNPJ, via internet e sistemas de pesquisa online;

  6. Consultar redes sociais (Instagram, Facebook) e especialmente linkedin para confirmar as atividades da empresa, colaboradores, postagens, prestadores de serviços e informações relacionadas à atividade da empresa;

  7. Sempre questionar o nome completo da pessoa que ofertou a vaga, com a função na empresa para pesquisa na Internet;

  8. Solicitar orientações de pessoas ambientadas com processos seletivos;

  9. Nunca fornecer dados pessoais, fotos, documentos ou valores para empresas que solicitam esse requisito para processos seletivos;

  10. Por fim, se ainda houver dúvidas, é recomendável solicitar a advogado pesquisa jurídica (certidões e obrigações/responsabilidades gerais) para fazer um diagnóstico completo da empresa).

(Do Terra)

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