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Inquérito policial conclui que mãe assassinou o próprio filho

Atualizado: 23 de out. de 2023

Ao g1, o delegado responsável pelas investigações, Wanderley Campione, informou que as qualificadoras do crime são: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. - Com G1 Prudente

Inquérito policial conclui que mãe assassinou o próprio filho e indicia mulher por homicídio triplamente qualificado — Foto: Reprodução/Facebook


A Justiça decretou a prisão preventiva de Izabella Rodrigues da Silva, de 24 anos, após a conclusão do inquérito policial que indiciou a jovem por homicídio triplamente qualificado contra o próprio filho, João Pedro Esteves Rodrigues da Silva, de apenas cinco anos, em Santo Anastácio (SP).


O garoto foi encontrado em um riacho conhecido popularmente como Córrego da Figueira, em uma propriedade privada na zona rural da cidade, no último dia 10 de agosto, após dois dias de buscas.

Ao g1, o delegado responsável pelas investigações, Wanderley Campione, informou que as qualificadoras do crime são:

  • motivo fútil;

  • meio cruel; e

  • impossibilidade de defesa da vítima.

Campione ainda ressaltou que haverá causa de aumento de até dois terços da pena cumprida pela indiciada em razão de a vítima ser filha da autora. “Laudos periciais concluíram que a criança morreu por afogamento, sem violência, sem lesões outras. A morte decorreu da inércia da mãe nos cuidados da criança no matagal e no próprio córrego, faltando com os cuidados necessários para salvaguardar a integridade física e a própria vida do filho menor”, disse o delegado à TV Fronteira. O inquérito policial, concluído no início de outubro, foi remetido ao Juízo da Comarca de Santo Anastácio, ocasião em que a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Izabella Rodrigues da Silva, deferida pela Justiça.

Ela continua detida na Penitenciária Feminina de Pirajuí (SP), onde deu entrada, no dia 10 de agosto, para o cumprimento da prisão temporária por 30 dias, que foi prorrogada por igual período.

Ainda segundo Campione, a Promotoria de Justiça já ofereceu denúncia contra a jovem e, agora, ela responde ao processo criminal. “Foi uma tragédia familiar, antes de tudo. Um caso triste de trabalhar, mas vamos levando. A genitora da autora e avó da vítima mudou de endereço por causa das recordações. Estamos procurando apresentar um bom trabalho para a justiça ser feita”, ressaltou o delegado em entrevista ao g1.

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