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Nossos filhos, nossos cuidados


“Quando a gente gosta é claro que a gente cuida...”. O verso da música composta por Peninha é sábio e, quando se refere ao amor de pais e mães a seus filhos, mostra que o cuidado é para sempre!


Nasceu o bebê! O momento é especial e traz um misto de sentimentos: alegria, felicidade, emoções e também enormes preocupações e ansiedades. O neném preenche todo o tempo dos pais, especialmente da mamãe, chamando sua atenção porque tem fome ou sono, porque sente frio ou calor, porque quer carinho... Porque é indefeso e precisa de cuidados. Nesta fase inicial da vida o cuidado é com a saúde do filho e com acidentes que, na verdade, dependem mais da atenção dos genitores. A máxima de que todo o acidente é evitável e a prevenção sempre é o melhor remédio aqui é muito válida. Assim, cuidados com a segurança do berço, com a temperatura da água e dos alimentos, com objetos pontiagudos, com tomadas de eletricidade, com vidros, devem ser uma constante até o fim da primeira infância. Por volta dos cinco anos a criança é super ativa, criativa e tem bom relacionamento social necessitando de proteção, supervisão e disciplina firme para não cometer erros que podem ser graves como, por exemplo, atravessar uma rua sem olhar para os lados.


O período escolar traz a preocupação dos pais sobre o aprendizado, pois uma em cada dez crianças tem problemas de aprendizagem e quanto mais cedo estes problemas forem diagnosticados mais chances terão de ser superados. Assim, atenção inicial à maneira pela qual o filho aprende é fundamental. Não podemos esquecer que é a partir desta base que o conhecimento futuro da criança é alicerçado.


A adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente a fase compreende dos 12 aos 18 anos, onde acontecem mudanças físicas, psicológicas e comportamentais sendo a etapa da vida que mais traz preocupações para os pais. É na adolescência que a pessoa descobre sua identidade e define a personalidade surgindo aí as escolhas profissionais, sexuais, o risco das drogas, as festas, violência, gestações indesejadas, namoros, alcoolismo sendo assim o tempo de enormes preocupações e de travessia extremamente difícil para todos. Segundo os psicólogos neste momento o melhor é os pais se tornarem amigos de seus filhos, confidentes dos mesmos, adquirirem sua confiança, participarem de suas vidas e mostrarem para eles que os mesmos serão eternamente responsáveis por seus atos e que conhecer os limites é importante para o futuro.


Chega a idade adulta e agora passamos a acreditar que os cuidados acabaram. Ledo engano! Agora os pais se preocupam com a felicidade dos filhos, com as escolhas profissionais, com os problemas financeiros, com o casamento e com a vinda de seus próprios filhos, ou seja, dos netos. E assim a vida continua. E será sempre assim! Porque quem ama cuida e esta é a principal razão de nossas existências!


(*) O autor é médico e membro da Academia Venceslauense de Letras

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