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O assunto é…

Atualizado: 20 de jun. de 2023



Ocupo este espaço, semanalmente, desde o ano de 2016. Minha proposta inicial seria compartilhar com os prováveis leitores meus pontos de vista sobre acontecimentos do dia a dia, fatos da minha vida e preferencialmente amenidades.


É difícil ter assunto toda semana, então resolvi, hoje, escrever sobre a falta de assunto. Sobre o que escrever?


Se eu escrever sobre meus netos, muitos torcerão o nariz. De novo? Se escrever sobre política, serei execrada por, no mínimo dois segmentos da sociedade: a esquerda e a direita. Dois pontos de vista diametralmente opostos e com pouquíssima ou nenhuma possibilidade de, realmente, pensarem no bem do Brasil.


Escrever sobre religião, melhor não. Minha fé na Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, em Maria, nossa mãe imaculada e intercessora de nossos pedidos, é inabalável, mas, certamente haverá alguém que não apreciará.


Meio ambiente é um assunto importante, mas não concordo com as “verdades” que a mídia, principalmente falada/televisiva, veicula sobre desmatamentos na Amazônia e exploração das riquezas do subsolo por estrangeiros e nativos. Questões de saneamento básico vejo como eleitoreiras, de tempos em tempos viram pauta, mas, na verdade, ninguém as encara com a seriedade necessária.


Redes sociais, ah! sobre isso há muito o que  escrever, mas, ultimamente essa ferramenta de aproximação entre as pessoas tem sido usada de uma forma absurdamente irresponsável que provoca mais sofrimento do que lazer e informações aos usuários. E diga-se de passagem, é um espaço privilegiado de pessoas desprovidas de humanização e bons princípios que não se importam em ferir, seja quem for. É preciso admitir, também há coisas boas e aproveitáveis nas redes.


Jovens e crianças deste tempo! Também não posso escrever sobre, porque não concordo com as alegadas razões da falta de educação e de modos dessa turminha. Entendo que nós adultos é que somos os culpados desse desvario comportamental; isso contraria a opinião de vários estudiosos do assunto. Né?


Qualidade da educação no Brasil? Hum, melhor não tocar nesse vespeiro. É delicado opinar sobre algo que conhecemos frente e verso, palco e bastidores, intenção e realização, planejamento e atitudes, teorias e práticas. Na prática, a teoria é outra!


Feminicídio. Violência contra a mulher. Namorados, maridos e companheiros que não aceitam separar-se de suas companheiras e acreditam que a violência resolve tudo. Aceitam agredir psicologicamente, dizendo palavras cruéis, ofendendo a moral de suas mulheres, aceitam agredi-las fisicamente com socos, tapas e pontapés, quando não, tiram-lhes a vida. Mas não aceitam a separação. Escrever sobre esse assunto me revolta, me faz sangrar como se também agredida; entendo que é um problema de identificação de gênero, onde os homens, em pleno século XXI, agem como coronéis do século XIX, vendo a mulher como objeto possuído, submisso e sem valor algum. O “amor” que dizem sentir, há muito transformou-se em desrespeito, desvalorização, possessividade, falta de inteligência e animalização.


Música, ah, já escrevi sobre e conteúdos não faltam. O problema é que as letras se vulgarizam cada vez mais. Fica difícil até exemplificar sem cair na imoralidade. Para algumas artistas, a letra, a melodia e a voz são menosprezadas em favor do corpo, mais especificamente, em favor das nádegas.


Restam-me poucas alternativas de assunto? Talvez minha idade e personalidade façam-me ser tão excludente, exigente ou diferente na forma de ver e avaliar a vida. Mas também sei ser compreensiva ao aceitar que o mundo evolui; pensar e aceitar diferentes pontos de vista é saudável e enriquecedor.


“Onde dialogam pessoas sábias, opiniões diferentes não geram conflitos, geram novas ideias.” (Autor anônimo)


(*) Aldora Maia Veríssimo – Presidente da AVL. 

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