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O Brasil tem jeito!

Atualizado: 21 de jun. de 2023



Foi no último dia 08, a formatura do Infantil 04 de uma conceituada escola particular de Presidente Venceslau. Meu neto do meio estava entre os formandos, terminando essa fase escolar com brilhantismo: lendo fluentemente, embora não seja esse o objetivo primordial dessa etapa escolar.


Sou uma vovó coruja mas minha formação pedagógica e minha longa experiência no magistério impedem que meu olhar e análise em situações de ensino aprendizagem sejam românticas ou idealizadas. Observo com isenção, todos os detalhes; porém não me faltam carinho e gratidão aos responsáveis e, ouso dizer, sei avaliar todo o esforço que antecede tais situações específicas.


Quando o evento teve início, o que vi foram nove crianças, sérias ou com sorriso tímido, muito elegantes, de beca, segurando cuidadosamente o capelo e deslocando-se pelo tapete vermelho, sob os aplausos dos pais e convidados. Percebeu-se que estavam sérios e atentos, provavelmente lembrando-se dos ‘ensaios’ realizados pela professora Dê. Deveriam posicionar-se em lugares especiais e as performances foram em espaço demarcado. As atividades foram muito bem feitas, com seriedade, o que não significa que não tenham sido permeadas por alegria e lindos sorrisos.


Quem já teve o privilégio de conviver em ambiente escolar sabe as expectativas que perpassam pelos professores para apresentarem seus alunos aos pais: é necessário que tudo saia a contento, organizado, ensaiado, disciplinado, porém sem limitações exageradas, o que pode tirar o prazer dos amados protagonistas.


As falas da coordenação e dos professores são clichês, no bom sentido. Normalmente são manifestadas emoções, gratidão, carinho, dedicação e uma certa saudade antecipada pela separação que acontecerá, já que as crianças estão indo para um novo estágio escolar, e normalmente há mudança de professores.


A entrega dos certificados, as fotos com a professora, com o papai e a mamãe, com os convidados, a entrega de um mimo à mamãe, tudo muito lindo e comportado, certamente enchendo de orgulho, não só os familiares como principalmente os professores diretamente responsáveis por esse momento.


Mas, verdade seja dita, nada, a meu ver, foi mais expressivo do que o momento de serem cantados o Hino Nacional e o Hino a Presidente Venceslau. Particularmente, sou patriota ufanista e alguém que ama seu país. Normalmente fico emocionada ao ouvir os hinos citados. O que vi, foram as nove crianças, posicionadas, com a mãozinha no peito, cantando o Hino Nacional com segurança, com empenho, e com respeito, olhando para a Bandeira Nacional. Todos, sem exceção, cantaram o hino, a ponto de suas vozes cristalinas se sobreporem às dos convidados.


Com o Hino a Presidente Venceslau não foi diferente: todos cantando, com segurança, respeito e felizes. Até o ‘lalaiá’ final teve um belíssimo registro vocal. Lindo e digno de elogios. Um belo exemplo aos adultos!


Sempre que estou em um evento que prima pela paz e sensibilidade, costumo fazer um contraponto com o ‘lado de fora’. Em um momento conturbado da história nacional e internacional, em um período marcado por vandalismos, desrespeitos, patranhas e atos ilícitos, estar em um lugar em que todos se empenharam pelo bem, em que todos estão imbuídos de profissionalismo e amor, é um privilégio.


Ver nossas crianças, tão novinhas, comportadas, atentas, desenvolvendo as tarefas treinadas, exibindo responsabilidade e prazer em fazer tudo muito bem feito, realmente, me leva a pensar que o Brasil ainda tem jeito. Se as famílias continuarem cumprindo seu papel primordial e as escolas continuarem cumprindo seu papel humano-pedagógico acreditando que é possível transformar nossos pequenos em cidadãos de bem, aí então estaremos preparando uma nova e qualificada geração para o futuro e estaremos recuperando os valores e bons costumes tão necessários ao crescimento de toda e qualquer nação. Acredito bastante nessa geração! Parabéns à Escola! Parabéns aos Professores!


“A educação não pode ser delegada somente à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.” (Anônimo)


(*) Aldora Maia Veríssimo - Presidente da AVL

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