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Operação Chat desarticula grupo de extorsão pela internet

Três suspeitos foram presos na Bahia; grupo criminoso agia utilizando táticas enganosas, como venda de fotos e vídeos com conteúdo sexual em salas de bate-papo na internet, sob identidades falsas - Com O Imparcial

Ao término da investigação, Polícia Civil fará compartilhamento das provas para unidades policiais responsáveis


A Polícia Civil de Presidente Prudente deflagrou na sexta-feira a Operação Chat, visando desarticular uma associação criminosa especializada em extorsões pela internet. A ação resultou na prisão de três suspeitos, dois homens e uma mulher, todos residentes no Estado da Bahia.


De acordo com a corporação, a investigação teve início após uma vítima de Presidente Prudente denunciar ter sofrido um prejuízo financeiro de mais de R$ 3 mil no final de fevereiro deste ano. O caso despertou a atenção das autoridades, que logo perceberam que se tratava de um esquema mais amplo, envolvendo uma associação permanente de delinquentes dedicados à extorsão online.


O Seccold (Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro) assumiu o caso e conduziu uma investigação de sete meses, com autorização judicial e parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. Durante esse período, foram obtidas evidências que permitiram a solicitação de três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca domiciliar.


Táticas enganosas

Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso, baseado na Bahia, agia utilizando táticas enganosas, como a venda de fotos e vídeos com conteúdo sexual em salas de bate-papo na internet, sob identidades falsas. Após as vítimas adquirirem esses materiais, os criminosos as contatavam pelo WhatsApp exigindo pagamentos adicionais para evitar a divulgação do conteúdo comprometedor para familiares e amigos. O golpe era seguido pela fragmentação dos valores obtidos.


Além das prisões realizadas nesta sexta, a ação permitirá que a Polícia Civil de Presidente Prudente identifique outros cúmplices, novas vítimas e possíveis patrimônios ocultos decorrentes da lavagem de dinheiro.


Os três suspeitos detidos permanecerão na Bahia e enfrentarão acusações que incluem extorsão agravada, falsa identidade, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.


A polícia estima que apenas no Estado de São Paulo possam existir mais de 270 registros criminais de vítimas afetadas por esse esquema.

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