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Padrasto é condenado a 30 anos de prisão por engravidar enteada de 14

Estupros ocorreram por três anos, mas só foram descobertos em hospital, depois que adolescente teve bebê - Cenário MS

Suspeito preso por policias do Batalhão de Choque - Foto: BPMChoque/Divulgação


Homem de 36 anos preso, em janeiro deste ano, por suspeita de abusar da enteada por três anos, foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado. Ele também terá de indenizar a vítima em R$ 10 mil, valor considerado mínimo pela reparação dos danos morais.

O caso foi descoberto em 31 de janeiro, quando a adolescente de 14 anos teve um bebê no Hospital Universitário de Campo Grande. No local, ela revelou que o pai da criança era seu padrasto, que a estuprava desde os 11 anos, e a equipe médica acionou a polícia. O homem foi abordado pela PM (Polícia Militar) dentro do próprio hospital e confirmou que havia “mantido conjunção carnal” com a vítima, na casa onde moravam. Ele declarou que aproveitava os momentos a sós com a adolescente.

Na época, a mãe da adolescente disse para a polícia que convivia com o suspeito desde que a filha tinha 3 anos, que a menina o chamava de pai e que nunca desconfiou que os abusos estavam acontecendo. Também contou que, pelo fato de a menina estar acima do peso, não percebeu sinais de gravidez.

Naquele mês, segundo a mãe, a jovem passou alguns dias na casa da bisavó no município de Corguinho e que na época começou a sentir dores abdominais, ela chegou a ir ao posto de saúde da cidade e o médico receitou antibiótico e disse que não era grave.

No dia 22 de janeiro, ela voltou para a casa da mãe e no dia 27 continuou se queixando de dores. Ela procurou atendimento na UPA (Unidade de Ponto Atendimento) Vila Almeida e o médico informou que a adolescente estava em trabalho de parto.

A mãe e o padrasto acompanharam a menina até o hospital e ao questionarem quem seria o pai da criança, com medo do padrasto, a garota mentiu que era de um rapaz que teria conhecido em junho de 2022.

A denúncia foi recebida pela Veca (Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e Adolescente) no dia 22 de março de 2023. O réu alegou que não tinha praticado violência ou ameaça contra a garota, afirmando que mantinha relações com o “consentimento” da adolescente.

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