top of page
Buscar

Pai das gêmeas siamesas expressa gratidão e relata avanço no processo de separação das crianças

Do O Imparcial

Família de Allana e Mariah expressa profunda gratidão por todas as manifestações de apoio


Vinícius dos Santos Cestari, pai das gêmeas siamesas de Piquerobi, Allana e Mariah, compartilha sua gratidão diante do apoio recebido durante o processo de cirurgia das bebês. Com confiança na equipe médica responsável, Vinícius ressalta que o cuidado minucioso está presente em cada etapa, sendo também amparado pela proteção divina.

“Graças a Deus, o processo de cirurgia das bebês está correndo tudo bem, Allana e Mariah estão nas mãos de uma equipe maravilhosa”, relata o pai das garotas.

Com a próxima cirurgia marcada para o dia 29, na qual será realizada a separação das crianças, a expectativa é grande e o sentimento é indescritível, indica Vinícius. A família se vê sem palavras para agradecer o apoio recebido não apenas em Pirapozinho, onde ocorrerá o evento beneficente neste domingo, mas também em Piquerobi, onde outra ação solidária está sendo organizada.

Além disso, eventos como rifas e um leilão realizado em Presidente Bernardes mostram o empenho das pessoas em ajudar não apenas o município local, mas todos que conhecem a história das gêmeas. “O pessoal está sempre em busca de ajudar, não só o nosso município, mas todos que conhecem a nossa história”, pontua Vinícius.

Por fim, o pai de Allana e Mariah expressa profunda gratidão da família por todas as manifestações de apoio, demonstrando que a solidariedade transcende fronteiras e encontra eco na generosidade das pessoas. “Somos muito gratos a tudo e a todos”, finaliza Vinícius dos Santos Cestari.

Histórico de intervenções

A terceira cirurgia para separação das irmãs gêmeas siamesas ocorreu em março deste ano, com duração de sete horas. A segunda havia sido em novembro do ano passado, com duração de nove horas, enquanto a primeira foi realizada em agosto do mesmo ano, com duração de 9h30.

A técnica utilizada foi desenvolvida e aprimorada pelo médico norte-americano James Goodrich. “Até os anos 1990, a cirurgia era realizada em só uma oportunidade. Com isso, os cirurgiões passavam de 24 até 36 horas no centro cirúrgico e os resultados não eram efetivos, já que fazer a separação de toda a circulação que se comunica parcialmente em uma única vez trazia um sério comprometimento cerebral para as crianças e poucas sobreviviam”, explica Hélio Rubens Machado. “Assim, ele [Goodrich] desenvolveu a técnica chamada de estagiada: são quatro etapas como se fossem os pontos cardeais, completando todo o perímetro”, completa.

A equipe multidisciplinar acompanha as meninas desde 2021, quando ainda estavam na barriga da mãe.

Incidência rara

A incidência de gêmeos unidos pela cabeça é extremamente rara, representando um caso em cada 2,5 milhões de nascimentos.

No Brasil, a primeira separação de siamesas craniópagas, as gêmeas Maria Ysadora e Maria Ysabelle, ocorreu em outubro de 2018 – após cinco procedimentos cirúrgicos – pela equipe do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O caso foi acompanhado pelo próprio médico James Goodrich, referência internacional em intervenções com gêmeos siameses e que faleceu por Covid-19 em 2020.

bottom of page