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Pai e filha que agrediram médica e provocaram a morte de uma paciente são investigados por 5 crimes

Atualizado: 18 de jul. de 2023

André Luiz do Nascimento Soares e Samara Kiffini do Nascimento Soares foram presos em flagrante após um ataque de fúria em um hospital na Zona Norte do Rio. Uma idosa de 82 anos morreu por falta de atendimento - CNN Brasil

O pai e a filha que agrediram uma médica e provocaram a morte de uma paciente, em um hospital na zona norte do Rio, são investigados por cinco crimes — dentre eles homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. O caso foi na madrugada de domingo (16).


Segundo o delegado Geovan Omena (27ªDP), após o chegar com um corte no dedo e ser informado pela emergência do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles de que deveria aguardar o atendimento, André Luiz do Nascimento Soares e sua filha Samara Kiffini do Nascimento Soares tiveram um ataque de fúria. Ambos agrediram profissionais de saúde, depredaram o local e provocaram a morte de uma idosa por falta de atendimento.


Segundo a investigação, enquanto André Luiz agredia a socos a única médica que atendia no hospital, Arlene Marques da Silva, de 82 anos, sofreu uma insuficiência cardiorrespiratória e morreu. Durante a confusão, outro paciente infartado precisou buscar abrigo em um banheiro.


“No período em que a médica e a equipe médica passaram por esse transtorno todo, a paciente ficou desassistida e, ao retornar, quando a polícia militar chegou e estabilizou o ambiente, eles foram lá para fazer o acompanhamento, mas a senhora já tinha falecido. Por isso que eu imputei a eles o homicídio com dolo eventual porque eles sabiam do risco, era previsível o risco e eles não se incomodaram, não se importaram. Essa é a característica do dolo eventual”, afirmou o delegado.


Além de homicídio, pai e filha vão responder por dano ao patrimônio, lesão corporal e desacato.


“A Samara, já na delegacia, ao receber voz de prisão e saber que ela ia permanecer presa, ameaçou a médica dizendo que ela tomasse cuidado quando ela saísse da cadeia, que ia matar ela de tanto agredir. E aí também recebeu voz de prisão pelo crime de coação no curso do processo”, contou Geovan Omena, responsável pela investigação.


A CNN não conseguiu localizar a defesa dos presos.


Segundo a família da vítima, dona Arlene Marques era moradora de Vaz de Lobo e foi internada no hospital após sofrer um infarto. A família conta, ainda, que ela teria presenciado as agressões sofridas pela médica. A idosa deixa 8 filhos e mais de 30 netos e bisnetos.


O velório e o enterro estão previstos para a tarde desta segunda-feira (17), no Cemitério de Irajá.

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