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Para prudentina, experiência com papa Francisco reforça importância do respeito

“Do respeito às diferenças religiosas, a quem pensa diferente de você, às pessoas que estão fazendo o trabalho delas”, expõe Milena Mendes - O IMPARCIAL


Demonstração de respeito no cumprimento entre papa Francisco e líder budista da Mongólia


A prudentina Milena Fernandes Mendes, 31 anos, que vive na Mongólia, enfatiza que a experiência de conhecer o papa Francisco de perto e ainda ver sua filha Saraa ser abençoada pelas mãos do líder religioso, no último domingo, veio reforçar para ela a importância do respeito. “Do respeito às diferenças religiosas, a quem pensa diferente de você, às pessoas que estão fazendo o trabalho delas. Não somos católicos, mas eu cresci como cristã, sou de uma igreja evangélica, não compactuo com todas as ideias do catolicismo, mas não tem como evitar o fato de que o papa é uma figura mundial”, expõe.


Segundo a jornalista, ela diz isso porque nesse caso, especificamente, o também jornalista Sinomar Calmona postou o vídeo em que sua filha aparece sendo abençoada, e em alguns comentários tinha gente falando que “esse papa não me representa”, “papa comunista”, entre outros. Ela explana então, que o papa Francisco está há uma década trabalhando para a igreja e por causa de um comentário que fez recentemente, com relação à guerra da Ucrânia, não representa mais as pessoas? “Pera aí, não é bem assim. Olha para trás, quando ele foi eleito, a América do Sul estava em êxtase por ele ser argentino. Ele é um ser humano igual a mim, a você, a todos nós e não pode cometer erros?”, acentua Milena.


Ela menciona que ele tem, sim, a representação divina, talvez, para os católicos, porém, está na Terra, vai cometer erros e precisa ser perdoado também quando as pessoas acharem que deve ser perdoado. E acentua novamente que o respeito tem que sempre existir entre as religiões, as sociedades, as profissões... “Por exemplo, ele veio para celebrar a missa, ou seja, a profissão dele estava sendo exercida e eu precisava respeitar aquilo e foi legal participar disso. Então, acho que é preciso entender que as pessoas pensam e agem diferentemente. Com tanto que você respeite, mesmo sem concordar com o que está sendo feito, a sociedade pode ser muito melhor”, pontua.


Planos de Deus

Oito meses depois de chegar à Mongólia, um país pequeno entre a China e a Rússia, em 2017, para lecionar inglês, a jornalista e seu marido Buyandelger Erdenebat, 29 anos, se conheceram na Assembleia, igreja em que ambos são membros. Quatro meses depois começaram a namorar. E os dois tinham para si que só namorariam para casar.


“Desde o começo, tivemos uma amizade muito forte, ambos com relacionamentos frustrados no passado. Eu já tinha dito que a próxima pessoa com quem eu me envolvesse seria para casar”, diz.


Mas ela não queria se casar na Mongólia. “Eu orava a Deus dia e noite pedindo a Ele que tirasse aquele sentimento de mim, mas Deus tinha outros planos. E depois de um ano de namoro, a gente se casou”, recorda a prudentina.


E Saraa, o fruto dessa relação, que só pôde acontecer porque ela ouviu o chamado de Deus a enviando para o outro lado do mundo, nasceu em 2022.

Milena começou a frequentar a igreja Adventista com seus pais desde criança, com apenas 2 anos de idade. Ela então cresceu com essa tradição ao seu redor, mas eventualmente já com idade avançada para entender o que é seguir uma igreja, seguir tradições, por decisão pessoal decidiu seguir a mesma religião. “Porque me faz bem, é uma religião com a qual me identifico, de estudar e seguir o que realmente a Bíblia fala, em vez de seguir o que apenas líderes dizem”, pontua Milena.


Inglês e jornalismo

Segundo a prudentina, exercer a profissão é um pouco relativo para ela, porque começou a dar aula de inglês aos 18 anos, em Presidente Prudente, muito antes de se tornar uma jornalista formada. “Então, eu sempre considerei essa minha profissão primária, a qual exerço há 13 anos. Comecei a dar aula e nunca mais parei”.


Já a profissão de jornalista ela diz que atualmente não está tão envolvida, mas foi na Mongólia que se tronou a primeira brasileira jornalista em televisão. “Eu trabalhei com o maior economista da Mongólia, a gente fazia um programa semanal na televisão, aos domingos, à noite, focados mais em política e economia”, lembra.


Hoje Milena diz somente escrever, ocasionalmente, para a revista Adventista, que ela frequenta. “É uma revista mundial, mas com sede nos Estados Unidos. Inclusive, tenho uma matéria para ser publicada, se não me engano, em outubro”, cita Milena.


Fotos: Facebook


Na Assembleia, Milena cresceu ao lado dos pais e na mesma igreja conheceu e casou-se com seu esposo


O casal com a pequena Saraa, que virou notícia ao ser abençoada pelo papa Francisco

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