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Pela 1ª vez em 2024, Santa Casa de PP capta pulmões de vítima de morte encefálica para doação

Com G1 Prudente

Foto: Santa Casa de Presidente Prudente


Pela primeira vez neste ano, a Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente (SP) captou pulmões de uma vítima de morte encefálica para serem doados a pacientes que estão na fila aguardando por um transplante.


Na ocasião, também foram captados rins, fígado, córneas e coração durante o procedimento comandado por equipes do Instituto do Coração (Incor Sp), do Hospital Israelita Albert Einstein, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Marília (SP), do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) e da própria Santa Casa, na noite desta quarta-feira (1º).


O doador foi um jovem, de apenas 18 anos, que estava internado havia quatro dias após perder o controle da motocicleta que pilotava e colidir contra um poste do canteiro central da Avenida Washington Luiz, no Jardim Paulista, no último sábado. Ele teve a morte encefálica constatada na terça-feira (30), em decorrência de politrauma e trauma cranioencefálico.

“Essa doação só foi possível graças ao gesto nobre da família que optou pela doação mesmo em um momento tão difícil”, enfatizou o hospital.
‘Doador de vidas’

Ao g1, o médico cardiologista da Santa Casa, José dos Reis Gomes Neto, ressaltou que a doação de órgãos prolonga a vida de pessoas que estavam condenadas a vidas mais curtas devido à falta ou ao mau funcionamento do órgão.

“É você dar chance a uma pessoa que está numa fila de doação, que não tem uma perspectiva de vida muito longa ou que tem uma qualidade de vida muito ruim, porque o órgão que ela tem não está funcionando direito. É você dar a ela a chance de uma sobrevida melhor, para que ela possa aproveitar momentos que não seriam possíveis sem a doação”, argumentou.

Uma única doação pode salvar até oito vidas, por isso, segundo o especialista, é necessário conversar com a família ou com pessoas mais próximas sobre o desejo de ser doador.

“Muitas vezes, o familiar se encontra nessa situação de morte encefálica e, como nunca conversaram sobre esse assunto, tem um tabu muito grande em relação à doação de órgãos. A partir do momento em que é aberto o diálogo, muitos estigmas são quebrados, e, na hora da abordagem médica, a aceitação é maior”, enfatizou ao g1.

Ainda conforme o cardiologista, o protocolo médico para a captação de órgãos é totalmente rígido e seguro.

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