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Piquerobi faz festa para receber de volta as irmãs Allana e Mariah

Meninas ganharam carreata e celebração religiosa especial na tarde deste sábado (25). - Com G1 Prudente

Moradores de Piquerobi (SP), fizeram uma linda festa na tarde deste sábado (25), para receber de volta as irmãs gêmeas Allana e Mariah, que nasceram siamesas e passaram por tratamento para a separação craniana ao longo de três anos, culminando com uma uma cirurgia que durou 25 horas, em agosto passado, no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).


Após mais de três anos vivendo uma rotina completamente diferente daquela com a qual estavam acostumados, Talita Ventura Cestari e Vinicius dos Santos Cestari, que são os pais das meninas, retomaram, finalmente, sua vida em Piquerobi (SP). “É muito gratificante, a gente esperou muito por esse dia. A gente esperou essa data pra poder chegar aqui perto de todos que nos acolhem a todo tempo e perto da nossa família. Aqui é o nosso lugar”, disse à TV Fronteira a mãe das meninas, Talita Ventura Cestari. “Agora uma nova história começa a ser escrita, cheia de fé”, complementou.

Já o pai, Vinicius dos Santos Cestari, não encontrou palavras para descrever o momento de felicidade. “A cidade virou a família da gente. A gente não esperava isso. É muita emoção. A emoção tomou conta, com certeza”, afirmou. “Daqui pra frente, é só viver e aproveitar cada minuto com todo mundo e com a família”, salientou ele. O padre José Altino Brambilla conduziu uma bênção especial para marcar o retorno das meninas a Piquerobi.

“Bastante diferente, bastante especial, porque foi uma bênção sonhada por essa comunidade há muitos anos. Logo um tempo depois que cheguei aqui, em 2021, eu soube do caso das meninas e, assim que elas tiveram autorização do hospital pra vir aqui passar o Natal, eu fui visitar e conhecer a situação. Eu lembro que vi o sofrimento da mãe e do pai das crianças que não podiam participar de uma missa. Eu lá meditando falei: ‘Gente, dia de Natal, de manhã cedo, não vai ter missa aqui, vai ter à noite’. Eu falei: ‘Olha, a missa de Natal vai ser aqui na casa de vocês, com as meninas'. Então, juntou um pequeno grupo, porque o hospital pedia para não expor, e celebramos. Foi a grande alegria de poder celebrar a festa do nascimento de Jesus com elas, que na época tinham um ano e pouquinho. No ano passado, também, a missa de Natal foi na casa”, recordou o religioso.

“E quando as visitei em Ribeirão Preto eu falei: ‘Olha, a próxima missa não vai ser na casa de vocês, vai ser na igreja, e vocês vão participar lá conosco. Então, a gente sonhava com isso pelo bem delas, claro, em primeiro lugar, porque a preocupação era ocorrer tudo bem na cirurgia, elas chegarem com saúde. Não ficou nenhuma sequela da cirurgia. Pela felicidade dos pais, dos avós, dos amigos. A cidade se uniu em torno delas. Elas marcaram o coração dessa cidade e a ajuda que o pessoal fez. Então, foi um momento desejado porque é o retorno delas e agora elas ficam conosco definitivamente. Só fazendo o acompanhamento, os tratamentos”, pontuou Brambilla.

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