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Projeto leva serviços eleitorais a assentamentos de 7 cidades do Pontal do Paranapanema

Durante visitas, equipe do TRE-SP ainda conversou com moradores para entender dificuldades de acesso ao voto e transporte em dia de votação e avaliar instalação de novas seções eleitorais - O IMPARCIAL


Assentamentos rurais foram beneficiados com projeto de inclusão político-eleitoral do TRE-SP


Assentamentos rurais situados em sete municípios do Pontal do Paranapanema foram beneficiados em uma nova etapa do projeto de inclusão político-eleitoral do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo). As equipes estiveram na região por uma semana, entre 28 de agosto e 1º de setembro, com o objetivo de emitir e regularizar títulos de eleitores.



Durante as visitas, também foram realizadas rodas de conversa com os assentados para entender as dificuldades de acesso ao voto e estudar a necessidade de viabilizar transporte no dia da votação. Ainda houve vistoria de locais para avaliar a instalação de novas seções eleitorais.


A coordenadora de Gestão de Eleições, Luna Chino, falou sobre os desafios do trabalho. "Foram mais de 1000 km percorridos, quase metade deles em estrada de terra. Sentimos na pele a dificuldade do deslocamento, utilizando um veículo pequeno, imagine um ônibus cheio de pessoas, como é o caso dessa população", afirmou.


Ela destacou, ainda, a importância do contato com a população local. "Essas pessoas têm necessidades específicas que só conseguimos identificá-las durante a conversa. E esse processo de escuta é fundamental para podermos aprimorar os nossos serviços, buscando atender a essas pessoas da melhor forma possível", ponderou.


Área rural de difícil acesso

Um dos atendidos na ação, João da Silva Souza, do assentamento Laudenor de Souza, que fica em Teodoro Sampaio, percorreu cerca de 65 quilômetros para votar na última eleição. “Saí de casa, fui tomar o ônibus, mas não passou. Peguei uma carona com um rapaz até Água Branca. De lá, peguei outra até a usina. E, da usina, outra até Teodoro para votar”, explicou.


Ao conversar com a equipe do projeto, João disse acreditar que a instalação de uma seção eleitoral na localidade facilitaria o comparecimento dos assentados às urnas. A ideia é defendida pela Associação Unidos da Nova Geração, que congrega vários loteamentos. A entidade alega que, em dias chuvosos, o transporte não circula na região. Com isso, a maioria dos moradores fica impossibilitada de votar caso haja precipitação no dia do pleito.


O assentado Davi Costa de Lima vive há mais de 20 anos em Laudenor de Souza e afirmou ser um sofrimento o deslocamento para exercer o direito ao voto. “Essa ideia do TRE de chegar ao assentamento vai facilitar as nossas vidas. Para votar, a gente praticamente perde o dia de trabalho, acorda às 5 horas e, quando volta, o dia está quase encerrando”, contou.


A mobilização nos assentamentos rurais foi organizada pela Fundação Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, com participação de servidores da Secretaria de Planejamento Estratégico e de Eleições e da 330ª Zona Eleitoral, de Teodoro Sampaio, 195ª ZE, de Presidente Epitácio, e 102ª ZE, de Presidente Venceslau.


Segundo Luna Chino, a parceria com a Itesp é fundamental para o projeto. "Eles têm a capilaridade e o contato necessário com as comunidades para poder articular a ação", destaca.

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