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Protesto reivindica fim de maus-tratos contra animais, em PV

Com G1 Prudente

Foto: Rosângela Jacinto Ribeiro


Uma manifestação pacífica organizada pela Organização Não-Governamental (ONG) Adapv reuniu, no início da noite desta segunda-feira (29), cerca de 30 pessoas que, em frente à Câmara Legislativa de Presidente Venceslau (SP), reivindicaram o fim dos maus-tratos contra animais, sobretudo após o caso envolvendo Gabriel, cachorro que foi amarrado a um carro e arrastado por cerca de 1km até a morte, no dia 18 de abril, em decorrência de uma suposta mordida.


Integrante do grupo e uma das organizadoras da ação, Rosângela Jacinto Ribeiro ressaltou que o ato é uma “manifestação da indignação e da revolta em razão da crueldade feita contra o cachorro”.


No cartazes levantados pelos manifestantes, dizeres como “justiça pelo Gabriel”, “denunciem os maus-tratos”, “a justiça tem que ser feita” e “somos a voz deles, não deixaremos impunes”; uma forma de amplificar a voz dos que lutam pela causa animal e estão cansados de testemunharem casos como o ocorrido dias atrás.


“A gente quer que, no mínimo, a pessoa seja punida, porque isso não se faz, você tirar o animalzinho da casa dele, praticar essa crueldade. O mundo está muito cruel, as nossas leis não estão sendo respeitadas, e isso nos revolta muito enquanto protetores. A gente cuida de animais na ONG, temos nossas equipes de voluntários, que nos ajudam, então a gente quer que a justiça seja feita”, ressaltou a integrante.


‘Muito revoltante’

Maria Antônia de Morais também é integrante da ONG e foi a primeira pessoa a encontrar Gabriel já sem vida. Ao g1, ela disse que chegou ao local por meio de ligações e mensagens anônimas, que denunciavam o caso de maus-tratos.


De início, não foi possível identificar se realmente era o cachorro, já que restavam apenas partes da carcaça do animal, devido à brutalidade com que foi arrastado por cerca de 1km ao longo da rodovia. A cor e o porte dele, porém, apontaram que se tratava de Gabriel.


Indiciado

A Polícia Civil concluiu e já enviou à Justiça o inquérito instaurado para investigar o caso. O envolvido foi indiciado com base no artigo 32 da lei nº 9.605, de 1998, que criminaliza os maus-tratos a animais.


A pena varia de dois a cinco anos de prisão em se tratando de cão ou gato, além de multa e proibição da guarda. No entanto, como houve a morte do animal, a pena tem aumento de um sexto a um terço, conforme a mesma legislação.

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