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Prudentina está em Minas para doação de medula óssea

por O Imparcial

Muitos têm medo de doar, mas é um procedimento seguro e não traz riscos ao doador


As chances de encontrar doadores compatíveis são pequenas e quando isso acontece é uma alegria muito grande. E a prudentina Marianna Caroline Cezar Dourado Bravo, 32 anos, contadora e docente da área, está vivendo isso neste momento. Ela descobriu que é compatível para doação de medula óssea e, nesta semana, está internada em Belo Horizonte (MG). para fazer a coleta do tecido líquido. “Me senti premiada na Mega Sena ao descobrir que sou compatível. Poder ser a esperança para uma pessoa que sofre de algum tipo de doença severa, é realmente gratificante. Sinto que é algo humano! Algo que tenho obrigação de fazer ao próximo!”, exclama a prudentina.


Marianna diz que não pode especificar a data em que fará a coleta, devido ao termo de confidencialidade do Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). “As minhas expectativas são as melhores, a equipe médica me deixou muito tranquila pelo fato de explicar em detalhes tanto o procedimento quanto a recuperação, então, estou muito tranquila”, expõe a doadora.


Ela comenta que espera que a informação sobre a doação de medula óssea seja desmistificada, uma vez que, muitos têm medo de doar, pois acham que a coleta acontece na medula espinhal (coluna) e na verdade é no osso da bacia. “É um procedimento seguro, não traz riscos para o doador, como erroneamente imaginamos. E essa informação eu espero que motive outras pessoas a se cadastrarem e entenderem que podem ajudar ao próximo sendo a esperança de alguém”, acentua ela.


Treze anos

Marianna conta que se cadastrou no banco de doação de medula óssea em 2010, em uma campanha que teve em Presidente Prudente para conseguirem mais inscrições. Com uma simples coleta de sangue, os dados foram cadastrados no banco do Redome, e, desde então, seus dados estavam lá, disponíveis para análises com possíveis receptores.


“No meio de julho deste ano me ligaram, falando de uma possível compatibilidade com um receptor, e me perguntaram se eu tinha interesse em dar continuidade e se aceitaria fazer alguns exames confirmatórios”, conta a prudentina.


Após confirmar sua vontade em dar continuidade, o Redome colheu informações médicas de Marianna e agendou uma coleta de sangue para uma análise confirmatória de compatibilidade. “No final de agosto de 2023, o Redome entrou em contato novamente confirmando a compatibilidade com o receptor e o pedido de doação de células tronco internacional!”, exclama a doadora.


Trâmites

Após a confirmação de compatibilidade o procedimento é detalhado ao doador. Agenda-se a data de coleta de exames, orientações e avaliações médicas, que, no caso de Marianna, aconteceu em outro Estado. “Nesse momento você tira todas as dúvidas técnicas que tem, é feito um check-up para ver sua saúde. Algumas semanas após a análise dos meus exames foi confirmada a minha coleta”, salienta a docente.


Marianna acentua que em todo o processo o Redome sana todas as dúvidas que a pessoa tem, auxilia no planejamento, organizando os compromissos, fazendo a logística. “Nos dão todo o suporte necessário para nos sentirmos seguros. Vale ressaltar que todos os gastos de transporte, estadia, alimentação durante esses processos são custeados pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, frisa Marianna.


Seja um doador

No caso de um transplante de medula óssea, Marianna explica que a pessoa não aguarda em uma fila de espera, ela fica à procura de alguém compatível, pois normalmente não tem familiares que sejam compatíveis, por isso a importância de mais e mais doadores cadastrados no Redome.


Para se tornar um doador voluntário de medula óssea, é preciso ir ao hemocentro mais próximo da sua cidade, realizar um cadastro no Redome e coletar uma amostra de sangue (10 ml) para exame de tipagem HLA.


O que é necessário para ser um doador?

  • Ter entre 18 e 35 anos de idade (o doador permanece no cadastro até 60 anos e pode realizar a doação até esta idade);

  • Um documento de identificação oficial com foto;

  • Estar em bom estado geral de saúde;

  • Não ter nenhuma doença impeditiva para cadastro e doação de medula óssea.

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