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Químico larga carreira para fazer queijo vegano e hoje fatura R$ 480 mil

Ilton Daltro decidiu empreender no setor ao perceber uma carência de laticínios vegetais saborosos no mercado - Com Globo Rural

Vegano desde a adolescência, Ilton Daltro sentia falta de opções de alternativas plant-based para laticínios no mercado. Foi o que o motivou, a criar sua própria marca, a Queijos da Terra. Em 2020, tomou coragem e trocou a carreira de químico pela de queijeiro. Em três meses, estudou fermentação e desenvolveu suas próprias receitas. “Somos inclusivos. Qualquer um pode consumir, o sabor é muito agradável. Isso facilita o crescimento. Temos clientes veganos, carnívoros, onívoros, intolerantes à lactose. Não precisa ser um substituto, mas um agregador”, esclarece Ilton.

Queijos da Terra marca presença na VegFest 2023 — Foto: Globo Rural

O catálogo da Queijos da Terra tem cinco opções maturadas — castanha de caju defumada, com gergelim, trufada com damasco, cranberry e macadâmia com semente de girassol. Há também as versões servidas em pote, nos sabores defumado, macadâmia trufada e romeu e julieta. “Ser químico ajudou bastante. Nunca deixei de ser cientista. Foi minha expertise que me permitiu desenvolver as melhores metologias de produção. Desenvolvi tudo sozinho e, agora, consigo terceirizar os processos”, relembra. O empresário conta que a Queijos da Terra aumentou seu faturamento em 200% de abril de 2020, quando iniciou as atividades, até abril de 2023. Apenas de janeiro a novembro deste ano, a receita foi de R$ 480 mil. O objetivo é triplicar o valor em 2024 e superar resistências que ainda existem em relação a produtos veganos,.

“No início, principalmente os laticínios, não tinham sabor muito agradável. O consumidor ainda tem essa imagem, e o nosso desafio é provar que as coisas mudaram. Reforçamos a palavra 'vegetal', para tentar aproximar, e realizamos eventos de degustação. Conquistamos pela barriga”, brinca.

A proposta de colocar produtos no mercado com sustentabiliade, explica empresário, vai das embalagens ao produto final. As castanhas, todas certificadas, vêm do Ceará, do município de Aquiraz, e Mossoró, no Rio Grande do Norte. A macadâmia, também orgânica, do interior de São Paulo.

“Fui visitar as fazendas, saber como era o método de processamento e conhecer de perto da produção. Queremos saber de onde vem como é feito, por isso ainda não temos queijos à base de amêndoa e pistache. Ainda não tenho como fazer a rastreabilidade de produtos importados”, esclarece.

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