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Rampas de acesso ao Rio Paraná em Epitácio serão fechadas por ordem judicial

Com Agora Epitáco

A Justiça, em uma ação movida pela CESP (Companhia Energética de São Paulo), decidiu pelo fechamento das rampas de acesso ao Rio Paraná, localizadas nas proximidades da zona urbana de Presidente Epitácio. A motivação alegada pela CESP, agora sob a administração da Auren Energia, é que essas áreas foram invadidas e que a criação das rampas resultou em desmatamentos que causaram erosões significativas nas regiões afetadas. A Auren Energia reforçou em nota que as rampas estão situadas em áreas de preservação permanente e que estão realizando manutenções preventivas para conter a atividade erosiva.


Essas rampas têm sido utilizadas há pelo menos 50 anos por pescadores locais e guias de pesca, desempenhando um papel essencial no deslocamento desses profissionais. A notícia da decisão judicial preocupa profundamente os donos de pousadas da região, bem como os pescadores profissionais que dependem dessas rampas para suas atividades. Mais de 150 pessoas, entre proprietários de pousadas e pescadores profissionais, serão diretamente afetadas por essa medida.


Alguns proprietários de pousadas alegam que, em 2011, foi estabelecido um acordo com a CESP, no qual a empresa se comprometeu a doar 90% das mudas necessárias para o reflorestamento das áreas afetadas pelas rampas, como parte dos esforços para mitigar os impactos ambientais.


Diante dessa situação, a controvérsia sobre o uso dessas rampas e as alegações de acordos prévios levantam questões importantes sobre a conservação ambiental e o impacto nas atividades econômicas locais, especialmente o turismo ligado à pesca esportiva.

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