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Rinite alérgica em crianças: como identificar e cuidar?

Entenda de que forma o problema prejudica os pequenos e o que fazer para tratá-lo do jeito certo - Com Terra

Uma a cada cinco crianças convive com um problema chato, que causa sintomas desagradáveis e atrapalha - e muito! - a qualidade de vida: a rinite alérgica. Seu filho faz parte do grupo? Além dos sintomas nasais desagradáveis, a condição afeta as crianças de várias maneiras.


Apesar de potentes, os impactos são, muitas vezes, imperceptíveis para os pais e cuidadores. "A criança com sintomas de rinite pode ter comprometimento na qualidade do sono, dificuldade na concentração durante o dia, irritabilidade e dificuldade escolar", explica o alergista e imunologista Fausto Yoshio Matsumoto, do Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). A rinite, aponta ele, pode se iniciar nos primeiros anos escolares, ou seja, a criança não tem uma percepção clara do que é a vida sem a doença, já que ela não conhece uma realidade diferente daquela que vive todos os dias.


O que é rinite alérgica?

Trata-se de uma doença crônica que acomete a mucosa nasal e é caracterizada pela presença dos seguintes sintomas: 

  • Obstrução nasal

  • Espirros

  • Coriza

  • Coceira no nariz

Quando a rinite é alérgica, esses sintomas são desencadeados pelo contato ou inalação de alguma substância que provoca essa reação de irritação no organismo. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o alergista lembra que o leite não é um vilão nessa história.


Embora seja menos conhecida, existe também a rinite não alérgica. Os sintomas são idênticos, mas, em vez de ser desencadeada por alérgenos, tem outras causas. É o caso de 40% das pessoas que sofrem de rinite.


No caso das crianças, o mais frequente é que a doença seja causada por infecções.


Será que é rinite alérgica? Como identificar

Em geral, a rinite é diagnosticada clinicamente, pelos sintomas. Porém, alguns exames podem ser pedidos para ajudar a esclarecer quais alérgenos desencadeiam as crises, facilitando a prevenção e a elaboração da estratégia para controlar os sintomas.


Existe tratamento?

Infelizmente, a rinite alérgica não tem cura, mas controle dos sintomas. Segundo o alergista, o tratamento é dividido em três pilares principais:


Tratamento não-medicamentoso: consiste em evitar o contato com os alérgenos que desencadeiam os sintomas. Se a rinite é desencadeada por ácaros, por exemplo, a criança pode usar capas antialérgicas em colchões e travesseiros, evitar cortinas, tapetes, ursos de pelúcia, etc.


Tratamento medicamentoso: q uando os sintomas são controlados com o uso de antialérgicos e corticoides, que podem ser orais ou nasais.


Imunoterapia específica: é  uma espécie de "vacina", que pode ser sublingual, com medicamentos em gotas, usados embaixo da língua, ou subcutânea, injetável. A imunoterapia tem como objetivo aumentar a tolerância da pessoa às substâncias alérgenas. Ela recebe pequenas doses do que causa a alergia para que o corpo "se acostume" e pare de reagir de maneira exagerada a esse contato. O tratamento, porém, requer paciência, e deve ser feito por, pelo menos, 3 anos. 


Algumas crianças são mais propensas do que outras a ter rinite alérgica?

Sim, existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Um deles é o risco genético, ou seja, se você tem rinite ou outras alergias, as chances de seu filho também ter são maiores.


Para Matsumoto, o ambiente em que a criança cresce - desde o útero, viu? - também pode impactar no desenvolvimento de alegrias. "O tipo de parto faz diferença, já que o natural confere maior proteção, o aleitamento materno ou não, a exposição a cigarro e outros poluentes, além de uso precoce de antibióticos são alguns dos pontos que podem influenciar no surgimento não só da rinite, como de outras alergias", explica. 


Dá para prevenir a rinite alérgica?

A melhor forma de prevenção das crises é evitar o contato com os alérgenos responsáveis pelos sintomas, o que depende de cada criança. As que são alérgicas às células animais, como o gato e cachorro, devem evitar ter esses pets ou ficar perto deles.


Quem tem alergia a ácaros - os casos mais frequentes - deve evitar elementos que juntem pó, usar capas antialérgicas, dispensar ursos de pelúcia, carpetes, tapetes, cortinas e manter a higiene da casa e das roupas.


Antes disso, porém, vale evitar, ainda na gravidez, o contato com a fumaça de cigarro e poluentes, preferir o parto natural e, depois, priorizar o aleitamento materno. Também é importante manter em dia as consultas periódicas com o pediatra, para que ele possa ajudar a identificar o problema precocemente e orientar individualmente a família sobre os melhores tratamentos e cuidados.

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