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Rio e Santos ficarão submersos até 2100, aponta ONU

Estimativa da ONU prevê que, até o final do século, pelo menos 5% de algumas cidades podem ficar permanentemente abaixo do nível do mar, incluindo Rio e Santos - Com Terra

Se as emissões dos gases estufa continuarem a subir no planeta e provocarem o derretimento das geleiras, a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que o nível do mar vai subir ao ponto de tornar algumas cidades parcialmente submersas até 2100, incluindo o Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP). A Austrália também deve ser bastante afetada.


O ápice do problema é estimado para o final do século, mas, por volta de 2050, as inundações permanentes já podem ser um problema nessas localidades, incluindo no Brasil. Inevitavelmente, irão afetar a vida de centenas de milhares de pessoas.


As previsões foram feitas a partir de uma parceria da ONU com o Climate Impact Lab (CIL), e estão disponíveis para consulta na plataforma Human Climate Horizons (HCH).


Situação no Brasil

Para entender a questão olhando para o Brasil, o nível do mar deve subir 27,74 cm em Santos e 23,84 cm no Rio, entre os anos de 2040 e 2059, no pior dos cenários. Agora, entre 2080 e 2099, é estimada a subida de 72,85 cm e 65,67 cm, respectivamente.


Cidades ficarão parcialmente submersas

Sem a instalação de defesas da linha costeira ou medidas para conter o aquecimento global, 5% ou mais das seguintes cidades deverão ficar permanentemente abaixo do nível do mar, segundo a ONU:

  • Guaiaquil, Equador; 

  • Barranquilla, Colômbia; 

  • Santos, Brasil;

  • Rio de Janeiro, Brasil;

  • Kingston, Jamaica;

  • Cotonou, Benim;

  • Calcutá, Índia;

  • Perth, Austrália;

  • Newcastle, Austrália;

  • Sydney, Austrália.


Dá tempo de mudar?


"Essas projeções não são conclusões precipitadas", afirma Hannah Hess, diretora associada do Climate Impact Lab. Só que elas também não devem ser encaradas como uma fatalidade irreversível, mas, sim, como "um catalisador para a ação", sugere.


"Ações rápidas e sustentáveis para reduzir as emissões afetarão a rapidez e o grau de impacto sobre as comunidades costeiras. A redução das emissões não apenas atenua os riscos, mas também nos dá mais tempo para responder proativamente e nos preparar para a elevação do nível do mar", completa Hess.

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