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‘Sonho realizado’: aos 16, cearense fala de ouro na maior olimpíada de matemática do mundo, no Japão

Atualizado: 3 de ago. de 2023

Matheus Alencar de Moraes está no 2º ano do ensino médio e acumula medalhas em outras competições de prestígio - R7

Aos 16 anos, o cearense Matheus Alencar de Moraes ganhou, no último dia 13, uma medalha de ouro na maior, mais prestigiosa e mais difícil olimpíada de matemática do mundo, realizada em Shiba, no Japão. A tradicional competição acontece desde 1959 e reúne todos os anos representantes de mais de cem países.


O Brasil levou ainda duas medalhas de prata e três de bronze. Destas, três foram conquistadas por estudantes do Colégio Farias Brito, de Fortaleza, onde Matheus estuda. A escola é especializada em preparar alunos para esse tipo de competição. “É um sonho realizado. Eu me preparava para isso desde o 7º ano, e estar lá e representar meu país foi uma sensação bem diferente de todas as outras que eu já senti”, conta Matheus, que está no 2º ano do ensino médio. A conquista rendeu ao país a 16ª posição entre os 112 países representados na disputa. São apenas seis perguntas, divididas em dois dias de provas. Cada participante tem quatro horas e meia para resolver três questões.


A jornada de Matheus contou com o apoio da mãe, Marcele Alencar. Sempre destaque na escola, ele aprendeu a ler sozinho e compreendia inglês desde pequeno.


O jovem chegou a ficar entediado com a escola durante um período, achando o ensino de matemática burocrático e preferindo disciplinas como geografia e história. E conta que leva uma vida normal: sai com os amigos, adora jogar videogame e não é um estudante bitolado. “Se a gente estuda batendo a cabeça contra a parede para tentar entender, não vai render tão bem. É importante fazer as coisas fluírem e saber se respeitar. Isso vale para qualquer prova, e não só para a matemática”, avalia.

"Às vezes eu estudo dez, 12 horas num dia, às vezes eu estudo duas, e é isso. Não é muito importante o quanto que eu estudo, mas que eu estude bem." Matheus pretende prestar Fuvest e ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), mas conta que seu foco mesmo é o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em português), considerado a melhor universidade do mundo.


"Tenho um carinho especial pelo MIT. Pretendo aplicar para alguma coisa de exatas fora."

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