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Sou uma vovó apaixonada (e piegas!)

Atualizado: 20 de jun. de 2023



Não há muito tempo, o Dia dos Avós, em 26 de julho, foi inserido no calendário de comemorações das famílias, escolas e comércio.


A princípio, visto como Dia da Vovó, em dado momento estendeu-se aos avós, (vovô e vovó) pois a data foi criada para homenagear Santa Ana e São Joaquim, avós maternos de Jesus Cristo. E assim, criada uma data para comemorar, basta então que a sociedade se organize para efetivá-la proporcionando momentos prazerosos a todos os segmentos envolvidos: é possível falar de afeto, é possível alavancar valores familiares, é possível às escolas trabalharem transversalmente a data e comemorá-la exemplarmente, é possível até se ganhar dinheiro com a famigerada lembrancinha para os queridos avós.


Mas, merecem os avós uma data especial para ser comemorada? Afinal, quem são os avós além de serem pais dos pais das crianças? Idosos, provavelmente sem sincronia com o momento histórico; velhinhos cujo vigor físico já não correspondem aos anseios da mente e do corpo. Alguém que já viveu variadas experiências e que portanto, pode ter perdido o entusiasmo pela vida?


No entanto, uma simples olhada nas redes sociais e encontraremos inúmeras definições e elogios a estes senhores e senhorinhas dando a entender que são peças importantes no tabuleiro da vida. Não há um neto que não se refira a seus avós com carinho, são muitos os netos que preferem viver com os avós dadas as regalias sempre envolvidas em muito amor e compreensão.


Diz-se que ser avó é ser mãe com açúcar. Que ter netos é voltar à infância num trem de primeira classe. Que avós são como mães em dose dupla, em tempo integral, agora já sem os rigores do horário de trabalho ou de refeições, sem preocupações exageradas com a saúde, porque entende que “um joelho ralado dói bem menos que a falta de afeto”.


Como avó que sou, ouso dizer que amamos em demasia, que perdoamos infinitamente, que mimamos sem limites, mas também que nossa experiência de vida nos respalda e direciona para o bem, nossos erros e acertos enquanto mães nos credenciam a uma visão normalmente acertada na condução de nossos netos. Nossos conselhos agregam, sinalizam, orientam e protegem os frutos dos nossos frutos. Já li em algum lugar, que em nossos netos amamos também os nossos filhos.


E o que dizer dos avós que são arrimo de famílias, assumem a criação de seus netos, inclusive financeiramente e ocupam o lugar dos pais que por alguma vicissitude estão impedidos?


Na verdade, seja qual for a situação familiar, a chegada de um neto ou neta, transforma a vida dos então avós. Vemos a vida reiniciando, revivemos os tempos de nossos filhos pequenos, nos alegramos ao “prever” e conhecer a priori as diversas fases desse novo rebento. E como nos alegramos ao perceber que esses pequenos seres se nos aparentam significativamente mais inteligentes, sagazes e entendedores da dinâmica da vida. Com eles voltamos a ser crianças. Com eles jogo bola, dominó, quebra cabeças, fazemos pintura moderna, brincamos na areia dos parquinhos, lemos muito, pesquisamos no computador, fazemos experiências de ciências e desenvolvemos o amor à Pátria cantando, junto às bandas marciais, os hinos das três forças armadas brasileiras: Marinha, Aeronáutica e Exército (MAE) e o Hino Nacional.


É impagável observar os olhos brilhando e atentos enquanto ouvem uma pequena história (verídica!) contada pelo vovô ou pela vovó! Nunca ouvi dizer que amor demais faz mal, então, o meu dia dos avós é todos os dias que divido com meus netos. Eles são meu maior presente, aliás, eles são o meu presente, triplicado (e não dividido) entre o Daniel, o Bruno e o Theo!


“Os avós seguram as nossas mãozinhas por um instante, mas os nossos corações para sempre.”


(*) Aldora Maia Veríssimo – Presidente da AVL

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