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Volkswagen investe R$ 16 bilhões no Brasil e anuncia 4 carros inéditos

Com Terra

Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro


A Volkswagen dobrou a aposta no Brasil e ampliou de R$ 7 bilhões para R$ 16 bilhões o investimento em novos produtos e novos projetos para suas quatro fábricas. O anúncio foi feito por Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil, na noite desta quinta-feira, 1º, em São Paulo. A Volkswagen anunciou que fará 4 carros inéditos até 2028, num total de 16 lançamentos.


O ciclo de investimentos atual era de R$ 7 bilhões de 2022 a 2026. Agora, com mais R$ 9 bilhões, ganha mais dois anos e vai até 2028. Nesse período, segundo Possobom, a Volkswagen vai introduzir a plataforma modular MQB Hybrid e vai produzir carros híbridos a partir de 2025.


A empresa pretende investir os R$ 16 bilhões em carros flex (a combustão), híbridos e elétricos. Segundo Possobom, a plataforma MQB Hybrid virá da Alemanha e vai aumentar a qualidade construtiva dos carros produzidos no Brasil. A plataforma terá uma nova arquitetura eletrônica e contará com um sistema eletrificado de alta voltagem.


Isso significa que a Volkswagen estará apta a produzir todos os tipos de carros híbridos e também 100% elétricos no Brasil. Possobom revelou que os investimentos serão feitos nas quatro fábricas da empresa no Brasil.


Projeto MQB Hybrid: nova plataforma de carros da Volkswagen


Da fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, sairão dois modelos inéditos. De Taubaté sairá um novo carro "e não é o Gol", disse o presidente da Volkswagen. Tudo indica que será o inédito crossover de entrada Yeh, feito na plataforma do Polo Track, com cerca de 4 metros (ou um pouco menos), para competir diretamente com o Renault Kardian, que chegará em março.


Na fábrica de São José dos Pinhais, PR, a Volkswagen vai produzir uma picape inédita, para ampliar sua oferta de caminhonetes, pois hoje a marca tem apenas a Saveiro e a Amarok. Não será exatamente o projeto Tarok, mas sim uma evolução dele, pois a ideia é ter uma picape para competir diretamente com o Fiat Toro.


Na fábrica de motores da VW em São Carlos, SP, será feito um novo motor da família TSI (turbo com injeção direta). Deve ser um motor 1.5, inovador e eficiente, para equipar os futuros carros híbridos da marca. A potência não foi revelada. 


Mais carros e busca da liderança


A Volkswagen do Brasil faz parte do plano global da empresa de ser neutra em carbono em 2050. Num primeiro momento, vai apostar mais forte nos carros flex, explorando as vantagens ambientais do etanol em relação à gasolina, depois passará para os híbridos (podem ser leves ou completos) e numa terceira fase fará também carros híbridos plug-in.


Os elétricos, por enquanto, serão apenas importados. "Não posso pegar a estratégia da Europa ou da China e colar aqui", disse Possobom. "Não podemos fazer uma mudança radical. O total flex é um ativo do Brasil, combinado com solução de eletrificados."


Possobom salientou que a escolha da Volkswagen pelos carros híbridos neste momento ocorre em função do próprio mercado, que tem 95,5% de veículos a combustão e 4,5% de eletrificados, sendo que 83% do total são veículos flex (mas apenas 25% abastecem com etanol). "Temos potencial para produzir um carro elétrico mais para o final da década", disse Possobom.


Os 16 lançamentos


Já em 2024 haverá quatro lançamentos. Os primeiros a chegar devem ser o Novo T-Cross (facelift) e o Nivus GTS 1.4 TSI (versão inédita). Também é possível que novas versões T-Cross 170 TSI e Nivus 170 TSI estejam nessa conta.


Para o futuro pode-se esperar o ID.4 GTX elétrico (importado da Alemanha), o novo Golf GTI (importado), uma nova geração para a picape Saveiro (na plataforma do Polo Track), o já citado SUV/crossover Yeh (flex), a nova geração do Golf elétrico (importado), o Polo elétrico derivado do ID.2all (importado), a nova geração do SUV Tiguan (híbrido), a inédita picape anti-Toro (híbrida flex) e uma atualização forte na Amarok.


A ideia de um Virtus Track para substituir o Voyage não parece ter muita sustentação no momento, porque o segmento de sedãs está caindo, embora o Fiat Cronos (menor do que o Virtus)) esteja vendendo muito bem. Um inédito SUV/crossover da categoria C (ou B+) para competir com o Chevrolet Meriva e o Citroën C3 Aircross também pode ter chance. Ficaria posicionado entre o T-Cross e o Taos.


A lista de 16 carros deve ser completada com pelo menos duas variações dos carros citados. Pode ser, por exemplo, uma versão "aventureira" para o crossover Yeh ou mesmo uma versão extra do Novo Tiguan (a combustão).

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