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Zé Neto e Cristiano são condenados por mandar plateia xingar homem durante show em PV

Com UOL

Os cantores sertanejos Zé Neto e Cristiano foram condenados a pagar uma indenização de R$ 20 mil ao ex-marido de uma fã que foi xingado durante uma apresentação na cidade de Presidente Venceslau, no interior paulista, no ano passado.


De acordo com o processo, durante o show, Zé Neto perguntou ao público se alguém havia terminado um relacionamento amoroso recentemente. Uma gestante levantou a mão e foi convidada a subir ao palco.


Ao saber o nome do ex-marido da fã, Zé Neto disse para o público: "Vamos mandar o Reginaldo [o nome foi alterado pela coluna para preservar a identidade do rapaz] tomar no c* agora", afirmou.


Na sequência, disse que ia contar até três e que a plateia, formada por cerca de oito mil pessoas, deveria gritar "Chupa, Reginaldo", o que acabou, de fato acontecendo.


O rapaz, que não estava na apresentação, disse à Justiça que soube por amigos que tinha sido citado pelo cantor. Afirmou que, depois disso, virou motivo de chacota na cidade, ouvindo gritos de "chupa, Reginaldo" e "vai tomar no c*, Reginaldo" sempre que sai de casa.


Segundo ele, os fatos tomaram proporções imensuráveis tendo havido menção ao episódio até mesmo nas redes sociais. Disse sofrer de problemas psicológicos, como ansiedade e nervosismo, e que ficou desesperado com a repercussão do ocorrido.


Na defesa apresentada à Justiça, os cantores declararam que a gestante era a única responsável pelos eventuais danos morais causados ao rapaz, afinal ela havia mencionado o nome do ex-marido em público.


Disseram também que o autor do processo estava querendo "aparecer" e que o pedido de indenização era uma tentativa de ganhar dinheiro de modo "ilícito". Afirmaram ainda que o rapaz não provou ter sofrido problemas psicológicos em decorrência do episódio.


A Justiça não aceitou a argumentação e condenou a dupla a pagar a indenização de R$ 20 mil. O autor do processo queria, além da indenização, um pedido público de desculpas, mas a Justiça rejeitou.


As partes fizeram um acordo renunciando ao direito de recorrer.

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