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PF mira tráfico internacional e lavagem de capitais de até R$ 1 bilhão

ResumoA Operação da Polícia Federal realizada em 23 de janeiro de 2025 desarticulou organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais de até R$ 1 bilhão. Mandados foram cumpridos em quatro estados brasileiros para combater o esquema criminoso.

A Polícia Federal realizou operação nesta quinta-feira (23) para desarticular organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais de até R$ 1 bilhão. Mandados foram cumpridos em quatro estados.

Antônio Vilar
Antônio Vilar Repórter de economia local · 24 de julho de 2026 · 2 min de leitura
PF mira tráfico internacional e lavagem de capitais de até R$ 1 bilhão

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Commodity contra uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais. O bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal atinge o limite de R$ 1 bilhão. A ação ocorre no contexto da Missão Redentor II e conta com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em São Paulo e Minas Gerais.

Agentes cumpriram nove dos 13 mandados de prisão preventiva expedidos, além de 44 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A Justiça também determinou o sequestro de ativos e bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Resistência e morte de investigado

Durante o cumprimento de um mandado de prisão em Igaratá (SP), no Vale do Paraíba paulista, o alvo resistiu à abordagem e atirou contra os policiais. Na troca de tiros, o homem foi atingido, recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu na mansão que ocupava. Nenhum policial ficou ferido. O investigado teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Rede logística internacional

As investigações apontam que o grupo estruturou uma rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia, focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu. Desde 2021, a organização teria enviado cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa.

O grupo mantinha vínculos operacionais com duas das maiores facções criminosas do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Métodos de ocultação

Para burlar a fiscalização alfandegária, os criminosos camuflavam a droga em sacos de café, cimento e argamassa, além de usar adulteração química de substâncias. Um exemplo foi a apreensão de cerca de meia tonelada de cocaína no Porto do Rio de Janeiro, em setembro de 2025, escondida em sacas de café. O carregamento seguiria para a Eslovênia.

Lavagem de capitais

A organização movimentou valores bilionários por meio de uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial. O esquema incluía empresas "noteiras", criadas para emitir notas fiscais falsas; "cripto-doleiros"; bens de luxo e imóveis de alto padrão.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de outros delitos que possam surgir.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Commodity?

É uma operação da Polícia Federal contra organização criminosa de tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.

Quantos mandados foram cumpridos?

Foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão.

Em quais estados a operação ocorreu?

São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

Qual o valor do bloqueio de bens?

Até R$ 1 bilhão.

O que aconteceu com o investigado em Igaratá?

Ele resistiu à prisão, atirou contra policiais e morreu no confronto.

Quais facções estão envolvidas?

O grupo mantinha vínculos com o PCC e o Comando Vermelho.

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