Nova lei garante licença remunerada para professores na educação básica
Publicada no Diário Oficial da União, a Lei nº 15.462/2026 garante licença remunerada para professores da educação básica pública fazerem especialização, mestrado, doutorado e pesquisa. A medida altera a LDB e elimina dúvidas sobre quais atividades contam como aperfeiçoamento pro
Nova lei garante licença remunerada para professores: entenda a mudança na LDB
Os professores da educação básica da rede pública passam a contar com uma garantia mais clara para investir na própria formação profissional. Foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 15.462, de 8 de julho de 2026, que assegura de forma explícita o direito ao licenciamento periódico remunerado para participação em cursos de qualificação, especializações, mestrados, doutorados e pesquisas na área da educação. A medida altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e busca eliminar dúvidas sobre quais atividades podem ser consideradas como aperfeiçoamento profissional, fortalecendo a valorização dos profissionais da educação pública.
O que muda com a Lei nº 15.462/2026?
Embora a LDB já previsse o direito ao aperfeiçoamento profissional com licença remunerada, o texto anterior não especificava quais atividades estavam incluídas nesse benefício. Com a publicação da Lei nº 15.462/2026, a legislação passa a deixar claro que o licenciamento remunerado poderá ser utilizado para cursos de qualificação, cursos de pós-graduação e períodos destinados à realização de pesquisas relacionadas à educação. A mudança reduz interpretações divergentes por parte dos sistemas de ensino e oferece maior segurança jurídica aos professores que desejam continuar seus estudos sem prejuízo da remuneração.
Como a nova redação do artigo 67 da LDB impacta os professores?
A nova redação do artigo 67 da LDB determina que os sistemas de ensino promovam a valorização dos profissionais da educação, assegurando o aperfeiçoamento profissional continuado por meio de licença remunerada. O texto atualizado estabelece que esse aperfeiçoamento compreende, entre outras atividades, cursos de qualificação, cursos de pós-graduação e períodos destinados à realização de pesquisas relacionadas à educação. Na prática, a legislação reconhece oficialmente que a formação acadêmica e a produção científica fazem parte do desenvolvimento profissional dos docentes da educação básica.
De onde veio a proposta? O projeto de lei e a tramitação
A nova lei surgiu a partir do Projeto de Lei (PL) 96/2024, de autoria do deputado federal Idilvan Alencar (PSB-CE). Após aprovação na Câmara dos Deputados no fim de 2025, a proposta foi encaminhada ao Senado Federal, onde recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Durante a tramitação da matéria, a relatora destacou que a legislação anterior deixava uma lacuna ao não indicar expressamente quais atividades poderiam ser consideradas aperfeiçoamento profissional. Segundo a senadora, essa ausência poderia permitir interpretações restritivas por parte de redes de ensino, dificultando o reconhecimento de cursos de pós-graduação e atividades de pesquisa como direito dos professores. O projeto foi aprovado pelo Senado em 16 de junho de 2026 e, posteriormente, sancionado pela Presidência da República.
Quais os benefícios da formação continuada para o ensino público?
Especialistas em educação defendem que a formação continuada é um dos principais instrumentos para melhorar a qualidade do ensino público. Ao garantir maior segurança jurídica para que professores realizem especializações, mestrados, doutorados e pesquisas, a nova legislação incentiva a atualização permanente dos profissionais da educação e contribui para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais qualificadas. Além de beneficiar diretamente os docentes, a medida pode refletir na melhoria do processo de ensino e aprendizagem nas escolas públicas brasileiras.
Como solicitar a licença remunerada? Regras para estados e municípios
A alteração na LDB é direcionada aos professores da educação básica da rede pública, observando as regras previstas nos estatutos e nos planos de carreira de cada sistema de ensino. Isso significa que estados, municípios e o Distrito Federal deverão aplicar o direito conforme suas normas administrativas, respeitando a legislação nacional e as regras locais de concessão do licenciamento. Os professores interessados em solicitar a licença devem consultar a regulamentação vigente em sua rede de ensino para verificar os procedimentos, prazos e critérios específicos. O texto completo da Lei nº 15.462, de 8 de julho de 2026, está disponível no portal oficial da legislação federal.
Perguntas Frequentes
Quem tem direito à licença remunerada?
Professores da educação básica da rede pública, conforme as regras dos estatutos e planos de carreira de cada sistema de ensino.
Quais atividades são cobertas pela lei?
Cursos de qualificação, especializações, mestrados, doutorados e pesquisas na área da educação.
A lei vale para todos os estados e municípios?
Sim, mas cada rede de ensino aplica o direito conforme suas normas administrativas.
O que motivou a criação da lei?
A lei anterior não especificava quais atividades eram consideradas aperfeiçoamento profissional, gerando interpretações divergentes.
Como solicitar a licença?
O professor deve consultar a regulamentação vigente em sua rede de ensino para verificar procedimentos, prazos e critérios.