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Terra dos homens

Atualizado: 21 de jun. de 2023



Antoine de Saint-Exupéry, o autor de “Terra dos homens”, nasceu em 29 de junho de 1900, em Lyon, na França. Filho de uma família de aristocratas, teve uma infância feliz e sem grandes dificuldades, apesar de ficar órfão de pai por volta dos quatro anos de idade. Seu interesse por aviões começou ainda na infância. Depois de sobreviver a alguns acidentes aéreos e experimentar grande sucesso como escritor, morreu em 31 de julho de 1944, durante uma missão de guerra.


Certamente, o nome de Saint-Exupéry para a maioria dos leitores, remete ao “Pequeno Príncipe”, a história de um piloto e uma criança loura e frágil que convivendo encontram o verdadeiro sentido da vida; que embora sendo um livro também recomendado para crianças, propõe às pessoas usar o tempo para experiências inusitadas, viajar pelo mundo e conhecer outras pessoas.


Em “Terra dos homens”, Exupéry mantém sua excelência narrativa e seu estilo primoroso em que tenta demonstrar valores e conceitos de vida. Segundo o autor “O homem se descobre quando se mede com o obstáculo”. Em torno dos acontecimentos cotidianos, Exupéry evidencia sua concepção sobre a vocação do homem no mundo.


A paixão do autor pela aviação, transparece na obra em tela que homenageia os pioneiros da aviação, que sem os recursos atuais, souberam enfrentar os obstáculos geográficos, físicos ou meteorológicos, abrindo rotas aéreas. Enfrentam condições climáticas extremas, enfrentam perigos de morte e como pioneiros criam itinerários aéreos. Para o narrador, o perigo enfrentado juntos reforça o elo entre os amigos.


O avião é um instrumento que representa o progresso tecnológico, mas que não pode nos fazer esquecer que as descobertas têm por finalidade “servir os homens” e não dizimá-los.

Em “Terra dos homens” o autor faz uma apologia ao poder transformador do trabalho, especialmente no que diz respeito à preservação das relações humanas, o único “luxo verdadeiro” já que “a grandeza de uma profissão é, antes de tudo, unir os homens”. Pois só quando temos consciência de nosso verdadeiro papel na sociedade, só então seremos felizes. “Só então podemos viver em paz e morrer em paz, pois o que dá um sentido à vida dá um sentido à morte.”


Com maestria narrativa e uma extrema necessidade de considerar tudo simples, o autor escreve com grande clareza, uma linguagem carregada de imagens e sentimentos, em que sua eloquência literária recai não sobre frases rebuscadas mas em ideias de sua mente povoada de conceitos sobre amizade, responsabilidade e amor pela vida.


Além de narrar aventuras e acontecimentos, o livro é permeado de impressões pessoais sobre a experiência humana, deixando de ser, em sua maior parte, uma narrativa literária para se tornar uma filosofia poética, cheia de gratidão e ternura pela existência. O autor lamenta a vida nos grandes centros, onde a ausência de propósitos comuns afasta os corações das pessoas porque “amar não é olhar um para o outro, mas olhar juntos na mesma direção”


No último capítulo da obra, as reflexões de Saint-Exupéry sobre a importância do trabalho podem ser consideradas o ápice de sua narrativa assim como o grande legado de “Terra dos homens” aos homens da Terra.


“A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas.”


(Antoine de Saint-Exupéry)


(*) Aldora Maia Veríssimo - Presidente da AVL

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